Acredito que, como eu, todo mundo sonha em encontrar a pessoa amada, casar, ter filhos e construir uma família alegre. Almeja-se também que este clã seja unido com amor e respeito. Mas nem todo lar vive o hit do Titãs em que cachorro, gato e galinha vivem juntos todo dia. Quando a falta de harmonia e as brigas moram sob o mesmo teto, a casa muito engrançada pensada por Vinícius cai com laje e tudo.
No vídeo abaixo, pode-se ver um ótimo exemplo de uma dura disputa entre pai e filho em um programa de auditório. Tenho certeza que Ratinho e Márcia se aposentariam se presenciassem este duelo ao vivo.
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Sobre a música
Com o trabalho e a ansiedade em alta, tem restado pouco tempo para escrever um texto massa. Enquanto a inspiração não volta, vou deixando alguns fragmentos do que venho consumindo. Este, em especial, é sobre a minha preferida, ela, a música. O microfone é seu, Max:
"Desde criança, de muito pequeno, a música foi meu principal referencial, minha medida de todas as coisas. Um meio interlocutor pelo qual comecei a compreender o mundo e a ter um entendimento melhor sobre as coisas da vida (experiências, paixões, problemas, alegrias, tristezas...).
Através do seu poder profundo, que desenvolve a cabeça da gente quando usamos nossa capaciade de discernimento, ao mesmo tempo em que sentimos uma leve brisa de verão no rosto, podemos reconhecer acordes, melodias, as diferenças entre os timbres dos instrumentos (convencionais ou não), a harmonia que é a combinação de todos esses elementos juntos. Podemos ainda apreciá-la esteticamente enquanto nossos corpos movem-se no ritmo, na batida...
...Um amor incontrolável. Infinitas as possibilidades. Incontáveis sensações e estados de espírito.
Música é arte e arte não serve apenas para nos distrair e nos entreter, mas para elevar o nosso nível de compreensão e consciência da vida que levamos, do mundo em que vivemos e de quem somos.".
Max de Castro em Orquestra Klaxon.
"Desde criança, de muito pequeno, a música foi meu principal referencial, minha medida de todas as coisas. Um meio interlocutor pelo qual comecei a compreender o mundo e a ter um entendimento melhor sobre as coisas da vida (experiências, paixões, problemas, alegrias, tristezas...).
Através do seu poder profundo, que desenvolve a cabeça da gente quando usamos nossa capaciade de discernimento, ao mesmo tempo em que sentimos uma leve brisa de verão no rosto, podemos reconhecer acordes, melodias, as diferenças entre os timbres dos instrumentos (convencionais ou não), a harmonia que é a combinação de todos esses elementos juntos. Podemos ainda apreciá-la esteticamente enquanto nossos corpos movem-se no ritmo, na batida...
...Um amor incontrolável. Infinitas as possibilidades. Incontáveis sensações e estados de espírito.
Música é arte e arte não serve apenas para nos distrair e nos entreter, mas para elevar o nosso nível de compreensão e consciência da vida que levamos, do mundo em que vivemos e de quem somos.".
Max de Castro em Orquestra Klaxon.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Sobre a literatura
Encantado após concluir a leitura do best seller "Cem anos de solidão", reflito sobre as 447 páginas que acabara de consumir e fico fascinado com um de muitos trechos interessantes: "O mundo terá se fodido de vez (...) no dia em que os homens viajarem de primeira classe e a literatura no vagão de carga". Apertado num assento da TAM, percebo então que estou fazendo a minha parte ao levar sempre um companheiro para os momentos de solidão.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sob a luz dos olhos teus
A verve da sétima arte nunca foi muito presente em minha vida como a música e o futebol correm nas veias. Aprecio, mas não é algo que me fascina da mesma forma quando ouço um álbum raro ou estou num estádio com amigos. Para modificar este cenário, tenho feito uma cobrança interna para ir mais às salas. Estou quase apelando para comprar o temido carnê da locadora com mil tickets. Baixar filme e procurar horário na Sky são cenas cortadas do meu roteiro.
No último mês, visitei os festivais de Berlin, Gramado e, claro, o Oscar. Comédia alemã - por mais incrível que pareça, isso é possível -, leveza brasileira e blockbuster americano foram exibidas na telona da Castro Alves e nas polegadas da LCD do meu quarto. Três excelentes filmes: Soul Kitchen, Chega de Saudade e Homem Aranha. A música une as duas primeiras obras com o melhor da black music dos anos 70 e a diversidade da gafieira em 90 minutos de puro swing. No último, a canção sai de cena e os efeitos e estrondos assumem os papeis principais e são ovacionados.
Continuando a saga cinematográfica, assisti a primeira película de maio nesta semana. Como não curto muito pipoca, passo em Neinha, peço o bolinho de feijão frito, faço o caminho do Camaleão na Avenida Sete, cumprimento o poeta, Glauber e as luzes se apagam. Vendo as animações de segurança que forçam a barra para serem engraçadas e os ótimos comerciais do Itaú e da revista Piauí, noto o quanto sou ignorante em cinema. 29 anos, cinco Copas do Mundo e uma viagem à Argentina não foram suficientes para eu ser apresentado aos atores hermanos.
A sessão inicia e o roteiro imprevisível de "O segredo dos seus olhos" surpreende a cada instante como o show de Messi em campo e os passos de um tango no Esquina Carlos Gardel. Nos primeiros minutos, a sensação é que se trata de mais um fraco policial em versão portenha no qual o investigador, contra tudo e todos, busca resolver um caso sinistro. Mas, logo mando esta ideia para os extras do DVD. Este argumento é apenas um contexto para muitos temas se misturarem em uma edição que prende o olhar do espectador. O amor reprimido entre os protagonistas, a solidão do aposentado, a determinação de um homem arrasado, a corrupção na Justiça, a atitude em questionar o sistema estabelecido, a busca da própria identidade, o amor de infância que se torne obsessão e a perfeita definição de paixão feita pelo atrapalhado Pablo Sandoval seduzem e nos fazem refletir mesmo após as luzes se acenderem.
Ontem, cantando um som da "Grande Abóbora", uma de tantas boas bandas roqueiras que Salvador já perdeu, um trecho resume o filme em poucas palavras: "eu posso ter pouco pra te falar, mas pra que palavras se a gente fala com o olhar?".
Enfim, uma coisa eu aprendi: não se conta o final por pior que ele tenha sido. Sinopse em mãos e trailer adiante. Boa sessão.
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No último mês, visitei os festivais de Berlin, Gramado e, claro, o Oscar. Comédia alemã - por mais incrível que pareça, isso é possível -, leveza brasileira e blockbuster americano foram exibidas na telona da Castro Alves e nas polegadas da LCD do meu quarto. Três excelentes filmes: Soul Kitchen, Chega de Saudade e Homem Aranha. A música une as duas primeiras obras com o melhor da black music dos anos 70 e a diversidade da gafieira em 90 minutos de puro swing. No último, a canção sai de cena e os efeitos e estrondos assumem os papeis principais e são ovacionados.
Continuando a saga cinematográfica, assisti a primeira película de maio nesta semana. Como não curto muito pipoca, passo em Neinha, peço o bolinho de feijão frito, faço o caminho do Camaleão na Avenida Sete, cumprimento o poeta, Glauber e as luzes se apagam. Vendo as animações de segurança que forçam a barra para serem engraçadas e os ótimos comerciais do Itaú e da revista Piauí, noto o quanto sou ignorante em cinema. 29 anos, cinco Copas do Mundo e uma viagem à Argentina não foram suficientes para eu ser apresentado aos atores hermanos.
A sessão inicia e o roteiro imprevisível de "O segredo dos seus olhos" surpreende a cada instante como o show de Messi em campo e os passos de um tango no Esquina Carlos Gardel. Nos primeiros minutos, a sensação é que se trata de mais um fraco policial em versão portenha no qual o investigador, contra tudo e todos, busca resolver um caso sinistro. Mas, logo mando esta ideia para os extras do DVD. Este argumento é apenas um contexto para muitos temas se misturarem em uma edição que prende o olhar do espectador. O amor reprimido entre os protagonistas, a solidão do aposentado, a determinação de um homem arrasado, a corrupção na Justiça, a atitude em questionar o sistema estabelecido, a busca da própria identidade, o amor de infância que se torne obsessão e a perfeita definição de paixão feita pelo atrapalhado Pablo Sandoval seduzem e nos fazem refletir mesmo após as luzes se acenderem.
Ontem, cantando um som da "Grande Abóbora", uma de tantas boas bandas roqueiras que Salvador já perdeu, um trecho resume o filme em poucas palavras: "eu posso ter pouco pra te falar, mas pra que palavras se a gente fala com o olhar?".
Enfim, uma coisa eu aprendi: não se conta o final por pior que ele tenha sido. Sinopse em mãos e trailer adiante. Boa sessão.
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sábado, 17 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Andar com fé
Cresci ouvindo minha mãe me dizer que um dia deveria ir ao interior de São Paulo pagar uma promessa. Como eu poderia responder por algo que nem sabia o significado? Então veio a explicação. A minha querida vó Santinha, apelido mais apropiado para o post é impossível, havia prometido à Nossa Senhora Aparecida que eu iria visitar a famosa catedral caso eu fosse curado de uma ziquizira que tive quando era guri. Cura feita, faltava apenas cumprir o prometido.
Os anos se passaram e este assunto nunca foi prioridade para mim até porque não lembrava do que havia sido curado nem tinha apreço por religiosidade. Não fiz primeira comunhão, nunca tive o hábito de ir à missa e não sabia rezar. Lembro que quando passava as férias em Minas Gerais na infância, todos os meus primos sabiam o Pai Nosso e outras orações enquanto eu não passava do "Pai Nosso que estás no céu" que lembrava das aulas de religião no saudoso IECB em Brotas. Mas não sentia culpa por isso.
Tornei-me um adolescente rockeiro e virei um universitário boêmio. Neste caminho, uma espécie de vazio interno crescia e eu percebia que algo faltava. Ao mesmo tempo, o corpo sentia dores nas articulações que indicavam uma precoce LER, uma hepatite surrou, mas não nocauteou o valente fígado, um problema sem explicação nos olhos e a inquietude e ansiedade juvenis eram superlativas. Com um cenário desses, a história sagrada esquecida voltava com toda força. Até meu pai, incrédulo nato, recomendou que fizesse logo a viagem para Aparecida e espantasse a bruxa de vez.
De malas prontas, sigo para a minha primeira de muitas idas à terra da garoa. Após um ano longo de aulas na faculdade, curso de inglês, projetos e estágios, passar dez dias em São Paulo não era nada mal para um jovem solteiro de 20 anos.
Aterriso em Guarulhos, vou direto para a casa de um tio e durmo poucas horas. Surpreendo-me com o horário em que sou acordado para cumprir o acordado com a padroeira do Brasil: 05 horas da matina! Mal o galo tinha dado a voz e eu já estava de pé. Pensei: "esses paulistas são pilhados mesmo". No carona, sigo pela Via Dutra e, obsevando a movimentada rodovia, a ficha começa a cair e, como num filme previsível, recordo-me de todas as coisas boas que já tinha vivido e possuía.
Chegando no município de Aparecida, percebo que tudo na cidade funciona em função da igreja. O gol branco segue pelas ruas estreitas e de longe já vejo o topo da imponente construção. Já no estacionamento, o queixo cai diante de tamanha imensidão e das dezenas - isso mesmo! - de ônibus com placas de todas as regiões do Brasil. Circulo pelos ambientes, vejo devotos em êxtase, amarro uma fita no corpo como um bom baiano na Colina Sagrada e encontro um local para fazer, talvez, a minha primeira oração. A emoção, antes contida, transborda e os olhos não escondem a sinceridade do momento.


Passados oito anos de muitas consquistas e alegrias, retorno à Aparecida sozinho apenas para agradecer e nada mais. Acendo uma vela e rezo por aqueles que quero bem, gosto e amo. "Andar com fé eu vou que a fé não costuma faiá". É com ela que sigo e
Os anos se passaram e este assunto nunca foi prioridade para mim até porque não lembrava do que havia sido curado nem tinha apreço por religiosidade. Não fiz primeira comunhão, nunca tive o hábito de ir à missa e não sabia rezar. Lembro que quando passava as férias em Minas Gerais na infância, todos os meus primos sabiam o Pai Nosso e outras orações enquanto eu não passava do "Pai Nosso que estás no céu" que lembrava das aulas de religião no saudoso IECB em Brotas. Mas não sentia culpa por isso.
Tornei-me um adolescente rockeiro e virei um universitário boêmio. Neste caminho, uma espécie de vazio interno crescia e eu percebia que algo faltava. Ao mesmo tempo, o corpo sentia dores nas articulações que indicavam uma precoce LER, uma hepatite surrou, mas não nocauteou o valente fígado, um problema sem explicação nos olhos e a inquietude e ansiedade juvenis eram superlativas. Com um cenário desses, a história sagrada esquecida voltava com toda força. Até meu pai, incrédulo nato, recomendou que fizesse logo a viagem para Aparecida e espantasse a bruxa de vez.
De malas prontas, sigo para a minha primeira de muitas idas à terra da garoa. Após um ano longo de aulas na faculdade, curso de inglês, projetos e estágios, passar dez dias em São Paulo não era nada mal para um jovem solteiro de 20 anos.
Aterriso em Guarulhos, vou direto para a casa de um tio e durmo poucas horas. Surpreendo-me com o horário em que sou acordado para cumprir o acordado com a padroeira do Brasil: 05 horas da matina! Mal o galo tinha dado a voz e eu já estava de pé. Pensei: "esses paulistas são pilhados mesmo". No carona, sigo pela Via Dutra e, obsevando a movimentada rodovia, a ficha começa a cair e, como num filme previsível, recordo-me de todas as coisas boas que já tinha vivido e possuía.
Chegando no município de Aparecida, percebo que tudo na cidade funciona em função da igreja. O gol branco segue pelas ruas estreitas e de longe já vejo o topo da imponente construção. Já no estacionamento, o queixo cai diante de tamanha imensidão e das dezenas - isso mesmo! - de ônibus com placas de todas as regiões do Brasil. Circulo pelos ambientes, vejo devotos em êxtase, amarro uma fita no corpo como um bom baiano na Colina Sagrada e encontro um local para fazer, talvez, a minha primeira oração. A emoção, antes contida, transborda e os olhos não escondem a sinceridade do momento.
Passados oito anos de muitas consquistas e alegrias, retorno à Aparecida sozinho apenas para agradecer e nada mais. Acendo uma vela e rezo por aqueles que quero bem, gosto e amo. "Andar com fé eu vou que a fé não costuma faiá". É com ela que sigo e
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