Yuka e Gil na mesma vibe!
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sábado, 17 de abril de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Água
Nesta segunda-feira, 22/03, celebrou-se mais um Dia Mundial da Água. Como todos os anos, muitas empresas aproveitam a data para comunicar à sociedade as práticas ecologicamente corretas feitas pelas próprias corporações. Desta vez, vi muitas peças interessantes de internet e jornal nos principais veículos de comunicação do país. Mas nenhuma delas é mais impactante do que o garrafão de 10 litros do The Who de 1970 que está no vídeo abaixo. Matem a sede!
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Water
"The foreman over there hates the gang,
The poor people on the farms get it so rough,
Truck drivers drive like the devil,
The policemen they're acting so tough.
They need water,
Good water,
They need water,
And maybe somebody's daughter.
Indian Lake is burning,
The New York skyline is hazy,
The River Thames is turning dry,
The whole world is blazing.
We need water,
Wow yeah good water,
Ooh we need water,
And maybe somebody's daughter.
Ah gimme gimme good water,
Ah gimme gimme gimme good water,
Ah gimme good water,
Please don't refuse me, mister,
I seen your daughter at the oasis
And I'm beginning to blister.
My Chevrolet just made steam,
Your crop is laying foul,
My grass skirt's lost its green,
I'm alive but I don't know how.
I need water, good good water,
They need water,
Gimme gimme gimme good water,
Wow, gimme gimme gimme good water,
Gimme gimme gimme good water,
Come on gimme gimme gimme...
[faintly:] Champagne!"
Pra quem não curte os amigos de Pete e prefere um som mais tranquilo, refresquem-se com Gil:
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Water
"The foreman over there hates the gang,
The poor people on the farms get it so rough,
Truck drivers drive like the devil,
The policemen they're acting so tough.
They need water,
Good water,
They need water,
And maybe somebody's daughter.
Indian Lake is burning,
The New York skyline is hazy,
The River Thames is turning dry,
The whole world is blazing.
We need water,
Wow yeah good water,
Ooh we need water,
And maybe somebody's daughter.
Ah gimme gimme good water,
Ah gimme gimme gimme good water,
Ah gimme good water,
Please don't refuse me, mister,
I seen your daughter at the oasis
And I'm beginning to blister.
My Chevrolet just made steam,
Your crop is laying foul,
My grass skirt's lost its green,
I'm alive but I don't know how.
I need water, good good water,
They need water,
Gimme gimme gimme good water,
Wow, gimme gimme gimme good water,
Gimme gimme gimme good water,
Come on gimme gimme gimme...
[faintly:] Champagne!"
Pra quem não curte os amigos de Pete e prefere um som mais tranquilo, refresquem-se com Gil:
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Tropicália 2
Espero que as pessoas pensem no Haiti e rezem pelo Haiti como nunca na história deste país.
domingo, 20 de setembro de 2009
Tempo rei
Em 2003, eu e meu pai fomos numa dessas feiras de livros que acontecem no Centro de Convenções para ver as novidades no mercado editorial, circular pelos stands e ouvir algum debate literário. Recém-formado em comunicação e calouro no curso de Letras ao mesmo tempo, estava ávido por esse admirável mundo novo. Andei muito e, algumas horas depois, saí com apenas um exemplar! Era o bastante, pois se tratava de uma obra prima, "Bora Bahêeea!". Assim que meu pai viu o best seller, questionou a minha relação com a literatura e o porquê de não ter comprado diversos outros títulos interessantes que tínhamos visto no evento. O que estava em jogo ali não era uma discussão da Academia Brasileira de Letras, mas sim boleira porque o velho é chegado no vermelho e preto de Canabrava e detestou a publicação. Naquele ano erámos o atual Bi Campeão do Nordeste e estávamos na Série A, ou seja, a corja do Lixão não tinha nenhum argumento contra o Campeão dos Campeões.
Página virada, chego em casa e devoro o livro em poucos dias. Com um texto leve e agradável, o conceituado jornalista Bob Fernandes traz para o leitor entrevistas emocionantes com craques, cartolas e artistas e faz jus ao hino: "é assim que se resume a sua história". Como sou viciado em música, o capítulo dedicado a Gilberto Passos Gil Moreira foi especial para mim. Fiquei ainda mais fã do cara quando li este trecho: "O Bahia é o time da minha vida. Ele fica, mas vai comigo quando eu morrer, sempre em primeiro lugar.".
Passados alguns carnavais, eu e um bloco de amigos acompanhávamos o "Expresso 2222" desde o Farol quando o amigo de Caetano faz Ondina tremer mais do que as arquibancadas da Fonte Nova ao puxar o hino tricolor. Abraços, gritos, pulos e chuvas de cerveja por todos os lados. Gil marca um golaço naquele que seria o último dia do trio mais elétrico que já vi.
12 de setembro de 2009. O momento é outro. Não estou mais em 2003 muito menos nos anos de Bobô, Zé Carlos, Luiz Henrique, Naldinho e Nonato. "Que tempo bom, que não volta nunca mais". A realidade é outra: goleada da Portuguesa em casa, jogo sábado à tarde na segundona, cerveja sem álcool, jogadores ridículos e chuva na saída do estádio para acabar de vez com o sonho da 1ª Divisão. Com tudo isso na cabeça, começo a cantarolar "não me iludo, tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando, tempo e espaço navegando, todos os sentidos...". Será que o ex Ministro da Cultura previu que os dirigentes iriam destruir o nosso time quando compôs esta letra? "Não se iludam, não me iludo, tudo agora mesmo pode estar por um segundo" continua Gil em seu poema e liga o alerta da Série C mais uma vez. O que nos resta agora é rezar e pedir ao Senhor do Bonfim para o Tempo Rei transformar as velhas formas do viver ou então "quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história".
Página virada, chego em casa e devoro o livro em poucos dias. Com um texto leve e agradável, o conceituado jornalista Bob Fernandes traz para o leitor entrevistas emocionantes com craques, cartolas e artistas e faz jus ao hino: "é assim que se resume a sua história". Como sou viciado em música, o capítulo dedicado a Gilberto Passos Gil Moreira foi especial para mim. Fiquei ainda mais fã do cara quando li este trecho: "O Bahia é o time da minha vida. Ele fica, mas vai comigo quando eu morrer, sempre em primeiro lugar.".
Passados alguns carnavais, eu e um bloco de amigos acompanhávamos o "Expresso 2222" desde o Farol quando o amigo de Caetano faz Ondina tremer mais do que as arquibancadas da Fonte Nova ao puxar o hino tricolor. Abraços, gritos, pulos e chuvas de cerveja por todos os lados. Gil marca um golaço naquele que seria o último dia do trio mais elétrico que já vi.
12 de setembro de 2009. O momento é outro. Não estou mais em 2003 muito menos nos anos de Bobô, Zé Carlos, Luiz Henrique, Naldinho e Nonato. "Que tempo bom, que não volta nunca mais". A realidade é outra: goleada da Portuguesa em casa, jogo sábado à tarde na segundona, cerveja sem álcool, jogadores ridículos e chuva na saída do estádio para acabar de vez com o sonho da 1ª Divisão. Com tudo isso na cabeça, começo a cantarolar "não me iludo, tudo permanecerá do jeito que tem sido, transcorrendo, transformando, tempo e espaço navegando, todos os sentidos...". Será que o ex Ministro da Cultura previu que os dirigentes iriam destruir o nosso time quando compôs esta letra? "Não se iludam, não me iludo, tudo agora mesmo pode estar por um segundo" continua Gil em seu poema e liga o alerta da Série C mais uma vez. O que nos resta agora é rezar e pedir ao Senhor do Bonfim para o Tempo Rei transformar as velhas formas do viver ou então "quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história".
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