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sábado, 12 de junho de 2010

Sobre a música

Com o trabalho e a ansiedade em alta, tem restado pouco tempo para escrever um texto massa. Enquanto a inspiração não volta, vou deixando alguns fragmentos do que venho consumindo. Este, em especial, é sobre a minha preferida, ela, a música. O microfone é seu, Max:

"Desde criança, de muito pequeno, a música foi meu principal referencial, minha medida de todas as coisas. Um meio interlocutor pelo qual comecei a compreender o mundo e a ter um entendimento melhor sobre as coisas da vida (experiências, paixões, problemas, alegrias, tristezas...).
Através do seu poder profundo, que desenvolve a cabeça da gente quando usamos nossa capaciade de discernimento, ao mesmo tempo em que sentimos uma leve brisa de verão no rosto, podemos reconhecer acordes, melodias, as diferenças entre os timbres dos instrumentos (convencionais ou não), a harmonia que é a combinação de todos esses elementos juntos. Podemos ainda apreciá-la esteticamente enquanto nossos corpos movem-se no ritmo, na batida...
...Um amor incontrolável. Infinitas as possibilidades. Incontáveis sensações e estados de espírito.
Música é arte e arte não serve apenas para nos distrair e nos entreter, mas para elevar o nosso nível de compreensão e consciência da vida que levamos, do mundo em que vivemos e de quem somos.".

Max de Castro em Orquestra Klaxon.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Save the music

A cada vez que tenho conhecimento dos novos modelos de Ipods e da proliferação de DJ´s para todos os lados como Filhos de Ganhdy no Carnaval, fico mais apavorado do que quando via Jason barbarizando com sua faca e máscara na televisão. A música "orgânica" perdeu de fato o posto de Miss Universo para as ditas maravilhas contemporâneas, mas nada lembra o Melodia de "Congênito" ou "Magrelinha". Pra ser descolado hoje, é preciso ter um Ipod com um milhão de arquivos mesmo que você não ouça nem 10% deles ou frequentar uma festa com cinco DJ´s em uma única noite na boate da moda. Mas é claro que você deve ir apenas nos três primeiros meses da casa que bomba porque depois o point fica "misturado" além de saber diferenciar as batidas de house e trance.

Pensando nisso, lembro de uma entrevista em que Gilberto Gil, hoje meu amigo, comentou sobre o seu hábito de ouvir música. Questionado se era adepto do Ipod, o amigo mais famoso de Caetano respondeu que o ato de apreciar uma canção não poderia ser previsível e organizado. Com o seu jeito peculiar, o ministro disse que existe um som certo para cada momento. Ou melhor, "o melhor lugar do mundo é aqui e agora". Ainda que a função randômica do Ipod esteja ativada e que um DJ mude o set list no meio da loucura, curtir um mp3 player ou um Patife da vida jamais se igualará à sensação de ouvir A música esperada ao mudar a estação ou a alegria de ver a banda atender aos gritos da plateia durante um show.

Nesta semana, após sair de um dia cansativo de trabalho ouço no dial um conterrâneo cantar versos batidos, mas perfeitos pra aquele instante: "eu vou esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor". O que eu mais queria era o carinho e a presença da branquinha do meu lado. Hoje, lavo a alma em um banho de mar noturno e quente no Porto da Barra, deixo ela em casa e retorno pro aconchego leve, feliz e em silêncio. Mas surge um vazio querendo incomodar a vibe. Tão rápido quanto Bolt, aciono o meu companheiro e ele me presenteia com "Cuide bem do seu amor". Recado dado, Herbert.

domingo, 22 de novembro de 2009

Acenda o farol

Entre todas as formas de arte, a música é a que mais me atrai. Curto cinema, gosto de literatura, frequento pouco o teatro, mas só Ela bate no paladar.

Sou igual a Gil, "vivo o tempo todo com Ela". Acordo e vou de bolachão no café da manhã. Antes de sair, pausa obrigatória para a escolha dos biscoitos finos que serão degustados no carro, durante a labuta e na volta pra casa. O momento de decisão da trilha sonora diária não tem lógica como um Ipod Shuffle. Um dia, vou atrás do trio com Moraes, bato a cabeça com Sepultura e pulo com Brown. Em outro, posso swingar com Stevie Wonder, viajar com Mutantes e entrar na roda com Raimundos. Nessa mistura, um som do gordinho mais famoso da Tijuca tem um lugar especial na minha discoteca e estoura os auto falantes com frequência.

Lançada em 1978, a faixa número 2 do elepê "Disco Club" cai bem em qualquer situação. Se estou triste, a letra levanta o astral. Alegre, a batida faz o sorriso abrir e o corpo mexer involutariamente. Em 3'11", o Síndico traz um dos arranjos de cordas e metais mais inspirados de Lincoln Olivetti, acrescenta o baixão de Jamil Joanes e mistura com versos simples em um vocal limpo, grave e conquistador. O restante do álbum continua em alto e bom som como todo show de Tim, 50% de groove e 50% de romantismo, mas sem o brilho desta canção que merecia, sobretudo, levar o nome do disco.

Acendam o farol!

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Ativem o repeat e vejam a cabeleira black, ginga e estilo de Sebastião Rodrigues Maia em ação!

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Este post é dedicado ao meu amigo irmão Caio Mutti.