Mostrando postagens com marcador infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infância. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pra ela - 2

Na tentativa de aproveitar os últimos dias de férias e espairecer as ideias, recorro à sétima arte. Mais uma vez, opto pela comédia, que tem sido companheira ultimamente e torna-se imbatível quando bem feita, e sigo a indicação de um amigo de meu pai. Busco a sessão na internet e lamento que os horários dos filmes de arte continuem absurdos. Como só volto a trabalhar na próxima semana, posso ter o privilégio de assistir um filme às 16:40 em uma terça-feira comum. Só consigo fazer isso nestes momentos de ócio ou quando era estudante da UFBA e tinha o estudo das apostilas como única preocupação. Esta pode ser uma das causas das salas estarem sempre vazias, o que garante tranquilidade para o espectador, mas também inviabiliza qualquer rentabilidade para o negócio.

Voltando à película, a sinopse de "O Pequeno Nicoulau" não encanta muito, mas algo dizia que a diversão seria garantida. Afinal, a identificação com o tema foi imediata, pois imaginei encontrar ali cenas de amizade na infância, brincadeiras de criança e muito humor. E estava certo. As aventuras de Nicolau e seus amigos lembraram muito os anos 80 no Condomínio Catavento, tornando a alegria absoluta por toda a sessão.

No caminho para o novo lar, a leveza toma conta do corpo e conto para ela, do nosso jeito, as travessuras dos pequenos franceses e vejo o seu sorriso em minha mente.

">

sábado, 10 de outubro de 2009

Tô cansado

"Tô cansado do meu cabelo
Tô cansado da minha cara
Tô cansado de coisa vulgar
Tô cansado de coisa rara
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de me dar mal
Tô cansado de ser igual
Tô cansado de moralismo
Tô cansado de bacanal
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de trabalhar
Tô cansado de me ferrar
Tô cansado de me cansar
Tô cansado de descansar
Tô cansado
Tô cansado" (Titãs, 80's)


">

Queria voltar à segunda série, dormir depois do almoço, bater o baba no final da tarde na ladeira do Catavento e gritar "Bichos Escrotos"!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Eu sou o Carnaval em cada esquina - Parte I

A primeira lembrança que tenho do Carnaval é de 1986 quando saí no ombro de meu pai no Camaleão na Avenida Sete. Acho que ele não tinha com quem deixar o filho e foi obrigado a carregar o guri sem falar na mamãe-sacode, lata de cerveja, cigarro e a mortalha. Haja equilíbrio, ou melhor, "haja amor". Mas prefiro pensar que fui levado à Avenida Sete naquele dia para ser iniciado na dita maior festa popular do mundo.

No ano em que o Brasil foi eliminado pela França pela primeira vez, quem puxou o bloco foi Luiz Caldas e banda Acordes Verdes, que incendiava as tardes no Chacrinha, tocava nas principais rádios populares do Brasil, vendia milhares de bolachões e tinha dois desconhecidos em sua formação, Carlinhos Brown e Cesinha. Até então, meu conhecimento musical se resumia a Balão Mágico, Trem da Alegria, Menudo, Tremendo e Dominó. Nunca tinha ouvido falar em "Fricote", "Magia" e "Ajayô" e nem lembro se curti ou não aquelas músicas que saíam das caixas do trio elétrico.

Ainda nesta época e até o início dos 90, fui uma criança insuportável. Era nojento, dengoso, chato, grosso e anti-social. Vale reforçar o tempo do verbo - ERA - ok? Conciliar esses atributos com toda a confusão do Carnaval em minha infância foi mais difícil do que acompanhar a temida corda do Chiclete hoje em dia.

Neste período, meu pai trabalhava em uma instituição localizada no meio da Avenida Sete, trecho do circuito onde as bandas estão embaladas após a saída do Campo Grande. Por causa disso, este ponto sempre foi considerado boca de zero-nove pelos foliões. Para vender bebidas e petiscos à massa e fazer o Planeta Othon dos anos 80, meu pai e os seus colegas montavam uma barraca na frente do prédio. Beleza pura, dinheiro não! O problema era um só: eu! Odiava aquele espaço. Gente suada e fedorenta, comida suja, Sarajane e Cid Guerreiro, Guaraná Brahma e copo de plástico. Não tinha brigadeiro, coxinha da Perini, Big-Sundae, tubaína, Atari, álbum de figurinha, bola, filme dos Trapalhões nem pega-pega. Quer dizer, rolava muito pega-pega, mas esse eu ainda não podia brincar. Além do mais, minha gagueira era mais acentuada. Praticava o velho provérbio: entrava mudo e saía calado. Sempre de mau humor.

E a dúvida continua até hoje. Esse sofrimento foi um treino para eu enfrentar o Carnaval sozinho posteriormente ou não existiam creches ou babás naquele período?

Para terminar, segue um vídeo de primeira classe: http://www.youtube.com/watch?v=ps8GgGKYueU

A folia do Rei Momo continua. Aguardem o próximo post.