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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Sutil como Rocky Balboa, sou péssimo para desejar votos de felicidade, ano novo, aniversário e momentos festivos em geral. No Natal, os meus amigos ligaram para mim, recebi vários e-mails, scraps e torpedos com mensagens muito bonitas, mas eu não soube o que responder em nenhuma delas. No máximo, repetia um "pra você também" sem graça. Já no Revéillon, suei mais do que Stallone para entrar em forma no último filme e enviar algumas palavras para os mais chegados.

Alguns dias antes, li na revista Muito uma dica de sebo, cujo endereço era próximo ao hotel em que iria passar o ano novo fora de Salvador. A sirene soou alto! Mais um round de batalha na Cidade Maravilhosa. A luta foi difícil, mas venci após mais de uma hora no ringue. Saí do recinto com duas sacolas de vinil e sem três onças na carteira.

Hoje, no caminho para casa após o trabalho, estava tão ansioso para ouvir as bolachas quanto criança esperando o Natal. Carro estacionado, quarto arrumado, roupas na estante e a primeira aquisição grita no velho CCE: "Nevermind" do Nirvana. Reeditado e zero quilômetro, o LP azul gira e as lembranças de 1993 voltam em cada faixa dos dois lados. Adoro nostalgia!

"Vamo que vamo que o som não pode parar" canta Thaíde até hoje nos bailes da vida. Esse verso é quase uma oração pra mim. Ponho o segundo disco pra tocar e lembro de quando estive na loja. Comprei o álbum no escuro pela capa, estilo da banda e pilha do vendedor. Com o nome "indecente, imoral & sem vergonha", atitude de lançar em vinil um disco de rock na era do download e desconto camarada do carioca, levei Faichecleres para Salvador.

A banda é simples, pesada e divertida como deve ser o rock. Power trio na veia! As letras falam de mulheres, farras e atitude rock. Curtindo o encarte do LP, a penúltima música do lado B chamou a minha atenção por resumir perfeitamente o que desejo para todos em 2009. Por favor, não entendam mal a letra. O que interessa nela é a mensagem de fazer o que quiser, com liberdade e sem ligar para a opinião dos outros. Apreciem: http://www.youtube.com/watch?v=SNJjzpMVrQ0

Faichecleres - O Meu Rock'n'Roll
Composição: Giovanni Caruso

"Ando pelas ruas afim de liberdade
Penso na minha vida de promiscuidade
Falo sobre drogas e uso Rock'n'Roll
Sento na esquina, faz parte do meu show
Saio com garotas completamente loucas
É assim que eu vou vivendo
Esse é o meu Rock'n'Roll
Sempre estou trocando a noite pelo dia
Vivo intensamente a vida boêmia
Bebo uma cerveja pra me tranqüilizar
Sonho com garotas a me acariciar
Sei que a vida é dura, sei que acharei a cura
E assim eu vou vivendo
Esse é o meu Rock'n'Roll
Falo com as pessoas sobre a minha insanidade
E algumas me dizem: "Isso é coisa da idade"
Dizem que sou louco por viver a vida assim
E que daqui uns tempos tudo isso vai ter fim
Gosto de ser louco e vou bebendo mais um pouco
É assim que vou vivendo
Esse é o meu Rock'n'RollRock'n'Roll..."

Feliz Rock Novo, ou melhor, Ano Novo!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Espírito Natalino

Já estamos em dezembro. E todo final de ano eu fico entediado com esse lance de fraternidade, união, espírito de Natal e coisas afins. Bullshit! Para mim, isso deve ser feito no dia-a-dia e não uma vez no ano. Parece aquela história do cara que apronta e depois vai se confessar com o padre ou então aqueles que depois de fazerem tanta merda na vida "encontram Jesus".

Em minha adolescência, como vocês viram no texto "Roque e o besouro", conheci o Punk Rock e o Hardcore. Inclusive, tive uma banda em que estes estilos eram bastante presentes no nosso som, a Locomosquito, e até hoje ainda ouço Sex Pistols, Ramones, Ratos de Porão e três acordes mais rápidos do que a velocidade 5. Com letras muito agressivas e diretas, estas bandas criticam tudo relacionado ao capitalismo. Pensando nisso, lembrei de uma música do Garotos Podres que a Locomosquito tocou em um show no Casablanca em Amaralina no dia 25/12/96 . Vejam abaixo a letra da singela canção que resume a minha opinião sobre o espírito de Natal.

"Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres, pobres...

Mas nós vamos seqüestrá-lo
E vamos matá-lo!
Por que?

Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!"

Vejam neste link - http://www.youtube.com/watch?v=VOU3m4XKzy0&feature=related - os Garotos Podres descendo a madeira ao vivo no Altas Horas. Peraê! Na Globo?!

É, o espírito de Natal faz até punk tocar na casa do falecido Marinho.